Investigadores da Lava Jato explicaram ao Blog que a 26ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Xepa, é um grande desdobramento da Acarajé, realizada há apenas um mês, porque esta etapa foi a mais bem sucedida na coleta de provas com o cumprimento de ordens judiciais.Nesta terça-feira (22), os quase 380 policiais nas ruas de nove Estados cumprem 110 mandados e tem como alvo principal o grupo Odebrecht, que teria continuado a pagar propina, dentro do esquema de desvios da Petrobras, até novembro do ano passado.

Para o Ministério Público Federal, havia um setor profissionalmente organizado para o pagamento de vantagens indevidas para a servidores públicos.

Segundo a própria PF, ao divulgar a operação desta terça (22), a Xepa nasceu dos materiais apreendidos, que revelaram um esquema de contabilidade paralela no âmbito da empreiteira, “destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, com vínculos diretos e indiretos com o poder público”.

A Polícia Federal esteve no hotel cinco estrelas Royal Tulip, onde diversos políticos com foro privilegiado ficam hospedados quando estão Brasília. Ao ser preso em novembro, por exemplo, o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), hoje delator do esquema, estava em seu quarto neste hotel.

A Lava Jato completou dois anos este mês. Uma das linhas de investigação nascida da Acarajé é a de que as transferências do operador Zwi Skornicki e do grupo Odebrecht para conta secreta no exterior do publicitário João Santana e de sua mulher Mônica Moura seriam pagamentos de caixa 2 de campanha da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. A chapa nega as acusações.